Você acha que tudo é “Orange Is The New Black“?, claro que não. O filme “Cativas – Presas Pelo Coração” mostra como o amor pode superar os limites impostos pelas grades de uma prisão. Neste documentário de longa-metragem, a diretora Joana Nin retrata uma característica da vida penitenciária no Brasil, mas do ponto de vista de quem convive (mesmo que em breves visitas semanais) com os detentos.

São sete mulheres, com histórias diferentes, mas que trazem em comum a perseverança, a dedicação e muita esperança de um dia constituir uma família do lado de fora do presídio. O filme estreia em Curitiba no dia 13 de agosto (quinta-feira) nos cinemas do circuito CinePlus.

Cativas – Presas Pelo Coração

São pessoas sensíveis, íntegras e dedicadas aos relacionamentos. Andrea escolhe seu vestido de noiva. Kamila luta por cinco meses até conseguir os documentos e ser autorizada a visitar o namorado na cadeia. Simone sofre com o companheiro viciado em crack. Eliane trabalhava no conselho tutelar quando se apaixonou por um menino de 14 anos de idade, 22 anos mais novo que ela, e largou marido e filhos para fugir com ele. Malu reencontrou o pai de sua filha dez anos depois e casou-se com ele, mas agora não pode viver ao lado do marido. Camila não pode vivenciar sua gravidez ao lado do pai do bebê. Cida sofreu uma séria desilusão com o homem por quem era apaixonada. São diferentes fases de romances. Estas histórias até poderiam soar comuns, mas neste longa-metragem elas têm enfoques diferenciados e ganham mais força devido ao contexto de restrições. O filme não só tem predominância feminina em suas imagens, mas também em toda sua produção, visto que boa parte de sua equipe é composta por mulheres – entre elas, a própria diretora, produtora e roteirista Joana Nin e a montadora Jordana Berg, montadora dos filmes de Eduardo Coutinho desde O Santo Forte (1999) até o derradeiro Últimas Conversas (2014), terminado após a sua morte.