A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, de 19 de janeiro a 28 de fevereiro de 2016, a exposição A Sociedade Cavalieri, que promete instigar a curiosidade dos visitantes. Com curadoria de Pierre Menard, conta a história de uma sociedade secreta de artistas gravadores que, por mais de 300 anos, atuou nos ateliês da Europa Ocidental e que teria reunido alguns dos maiores nomes da arte em todos os tempos. No dia da abertura, às 18h30, o paranaense Pierre Lapalu faz uma visita guiada.

A Sociedade Cavalieri foi fundada em homenagem ao gravador italiano Giovanni Battista de’ Cavalieri (1526-1597), contemporâneo de Michelangelo, Raphael e Caravaggio, mas que, ao contrário destes, não foi celebrizado pela história. No entanto, Cavalieri criou um estilo artístico vigoroso, caracterizado por gravuras com imagens de monstros imaginários e criaturas antropomórficas.

O trabalho tão forte que acabou influenciando grandes mestres da arte. Teriam sido membros desta sociedade, gravadores como Rembrandt (1606-1669, para muitos o maior nome da arte holandesa), o espanhol Goya (1746-1828), o pintor e gravador inglês Hogarth (1697-1764), Giovanni Battista Tiepolo (mestre da pintura italiana, 1696-1770), o pintor e ilustrador francês Honoré-Victorien Daumier (1808-1879), o mestre do simbolismo francês Odilon Redon (1840-1916), entre outros. Todos eles, de alguma maneira e em alguma obra, reproduziram o simbolismo de Cavalieri.

A exposição é dividida em duas partes. Na primeira está uma biografia de Giovanni B. Cavalieri, acompanhada de sua série de gravuras de monstros, que, de acordo com o curador Menard, teria influenciado a história da arte até o começo do século XX. A segunda parte exibe a obra de renomados gravadores, membros da sociedade, influenciados diretamente pela produção de Cavalieri. A exposição já passou pela CAIXA Cultural São Paulo e CAIXA Cultural Brasília.

O artista

Nascido em Curitiba, em 1985, Pierre Lapalu é artista visual formado em Gravura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP). Trabalha com ficções, apropriações, processos e questões institucionais utilizando desenhos, fotografias e arte digital.

Participou da Bolsa Produção IV em 2010, pela Fundação Cultural de Curitiba, quando desenvolveu o projeto O etnógrafo naïf. Nesse projeto, realizou 50 desenhos de figuras humanas em situações urbanas e os atribuiu a um artista fictício, apresentando a obra desse artista em uma exposição biográfica.

Também participou da Bienal Internacional de Curitiba em 2013, quando apresentou pela primeira vez a instalação A Sociedade Cavalieri. Em 2014, recebeu o prêmio nacional no III Salão Xumucuís de Arte Digital em Belém/PA.

Serviço – Exposição: A Sociedade Cavalieri

Quando: 20 de janeiro a 28 de fevereiro

Onde: CAIXA Cultural Curitiba (Rua Conselheiro Laurindo, 280)

Horário: terça a sábado, das 10h às 20h. Domingo, das 10h às 19h

Quanto: gratuito