texto por Angela Antunes

A manhã de muitas brasileiras – e de mais de 1 milhões de pessoas ao redor do mundo – contou muita música, discursos emocionantes e tecnologia durante o show do grupo BTSMap of the Soul On:e, que teve sua primeira apresentação neste sábado, às 7 horas (horário de Brasília), e segunda no domingo, às 4. Elevando ao máximo o nível de shows online, tendência que ganhou força durante a pandemia, o BTS mostrou por que merece o título de maior grupo pop do mundo atualmente, com uma produção impecável repleta de hits. Para as duas apresentações, foram vendidos mais de 1 milhão de ingressos – os dados detalhados do número de espectadores deve ser anunciado na segunda, 12.

O show foi um misto de diversos nuances da carreira do BTS desde o seu início, em 2013, até o último lançamento, Map of the Soul: 7, lançado em junho deste ano. Em meio ao repertório, canções em tributo direto às Armys – fãs do grupo, responsáveis por levá-los a patamares pouco alcançados por outros artistas. A turnê do mais recente trabalho aconteceria em 2020, e foi cancelada devido à pandemia. Por conta disso, a expectativa pela apresentação era grande. Conhecido por suas performances, o grupo não teve a chance de apresentar ao vivo o repertório deste álbum. Foi a hora de ver músicas como “ON”, “00:00 (Zero O’Clock)” e “UGH!” pela primeira vez ao vivo; além das canções solo dos membros como “My Time”, “Filter”, “Inner Child”, “Moon”, “Outro : EGO”, “Interlude : Shadow” e “Intro : Persona”.

A estrutura montada no KSPB Dome (Olympic Gymnastics Arena), dentro do Parque Olímpico em Seul, na Coreia do Sul, foi de impressionar. Com quatro palcos interligados, cada música contava com iluminação e cenários diferentes. A plateia tinha em cada uma das cadeiras em frente ao palco uma Army Bomb – lightstick oficial do grupo, que conectado via Bluetooth brilhava na casa dos fãs da mesma forma que no estádio. Nos telões, a plateia virtual podia ser vista e ouvida pelos membros do grupo, e inclusive interagiram durante a apresentação. “Esse show foi feito para vocês verem a energia do BTS por diversas performances”, disse Jimin no início da apresentação. No set list, músicas do mais recente trabalho eram intercaladas com canções do início da carreira – como “N.O”, “We Are Bulletproof PT. 2” e “Boy in Luv”. Em cada segmento, um curto vídeo dava o tom e transição das canções que viriam a seguir, com dinheiro a visuais, som e luz em perfeita harmonia. Uma das transições de maior destaque foi ao final de “Black Swan”, quando Jimin apresentou um coreografia de dança contemporânea ao som orquestrado da canção.

O segmento final, conforme indicou o líder Rap Monster, foi dedicado aos fãs que estão ao lado do grupo há 7 anos. Em meio a um set de realidade virtual, o BTS apresentou “DNA”, “Dope”, “No More Dream” – o primeiro single, em novo remix –, seguido pela entrada novamente da plateia virtual, com a homenagem “BTS <3 Army” escrita com as luzes dos lightsticks. Para fechar, “Butterfly”, “Run”, e o hit “Dynamite”, com direito a balões em roxo – também homenagem aos fãs – caindo sobre a plateia virtual – duas das canções foram trocadas por “Spring Day” e “Idol” na segunda apresentação. “Nós somos realmente fortes. Os Armys que eu conheço e o BTS que eu conheço são fortes, e nós sempre vamos achar um caminho”, disse Rap Monster ao fim do concerto. “Vamos acreditar em nós mesmos”, finalizou. Cada um dos integrantes deu seu recado ao final do show, que contou com sentimentos de frustração por não poderem estar se apresentando frente a frente devido à pandemia, mas com esperança de que, em breve, melhores tempos virão.

Por fim, o grupo apresentou “We are Bulletproof : The Eternal”, canção que faz referência ao nome do grupo e dos fãs, com a mensagem: “nós não somos só sete com vocês”. Ainda não confirmado, o número de telespectadores pode quebrar o recorde de maior show ao vivo pago do mundo (vale lembrar que o recorde anterior já é deles, com a apresentação Bang Bang Con: The Live, que aconteceu em junho deste ano, com mais de 750 mil telespectadores).

Sobre o BTS

A popularidade do BTS impressiona, e o grupo vem embalado por uma nova onda de sucesso movida pelo hit Dynamite, lançado em 21 de agosto deste ano. O videoclipe da canção se tornou o mais visto em 24 horas no YouTube, com mais de 101 milhões de visualizações, e a música garantiu ao grupo coreano o primeiro lugar na parada Hot 100 da Billboard, o primeiro artista do país a conquistar tal feito. Desde então, o que já era popular, tornou-se ainda maior.

O número de ouvintes do grupo no mundo na plataforma Spotify cresceu mais de 300% desde então, e garantiu uma quebra de barreiras culturais expressivas. Com músicas que exaltam temas importantes e relevantes ao seu público como autoaceitação, bullying e depressão, o BTS tem alcançado patamares pouco atingidos por outros artistas. Movido por uma legião de fãs – Armys – que levam os rapazes para lugares que eles talvez não chegariam por meios tradicionais, eles conquistaram um relacionamento com fãs e alcance que gravadoras e outros artistas ainda almejam alcançar.

Para quem ficou curioso, o show Map of the Soul On:e contará com mais uma apresentação na madrugada deste sábado para domingo, às 4 horas da manhã (horário de Brasília). Para garantir seu ingresso, basta acessar o aplicativo Weverse Shop.

Set-list – Map of the Soul On:e (10 de outubro)

  • ON
  • O
  • We are Bulletproof PT. 2
  • Intro : Persona
  • Boy In Luv
  • Dionysus
  • Interlude : Shadow
  • Black Swan
  • UGH!
  • 00:00 (Zero O’Clock)
  • My Time
  • Filter
  • Moon
  • Inner Child
  • Outro : EGO
  • Boy With Luv
  • DNA
  • Dope
  • No More Dream
  • Butterfly
  • Run
  • Dynamite
  • We are Bulletproof : The Eternal