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O músico Felipe Ventura em um solo de guitarra com arco de violino | Foto: Jéssica Carvalo/Curitiba Cult

Nessa quarta-feira Curitiba teve o prazer de ser a primeira cidade fora do eixo Rio-São Paulo a receber a carioca Baleia. Um ano após terem lançado o primeiro disco, Quebra Azul, a banda veio para a capital paranaense apresentar o trabalho no Teatro Paiol. O som da Baleia, definido por eles como “pós-mimimi”, uma piada do grupo “que se explicar perde a graça”, como afirma o vocalista Gabriel Vaz, é uma mistura de tantas influências que nem a própria banda consegue explicar o gênero.

Eles começaram tocando standards de jazz de forma despretensiosa, mas pouco a pouco perceberam que existia potencial para expandir os estilos e, ainda com covers, passaram a criar um estilo próprio, como é possível ouvir no cover de Justin Timberlake e de Vinicius de Moraes. Naturalmente eles evoluíram para o trabalho autoral e, com apenas dois clipes lançados, foram indicados ao Prêmio Multishow em 2012.

O show, assim como o grupo, é bem humorado e intenso. Atraiu desde jovens casais até adolescentes acompanhados de suas mães. O disco inteiro foi tocado, inclusive Despertar, uma música com nada menos do que 10 minutos e, mesmo depois do atraso para a banda começar e da longa canção, a plateia pediu bis. O que mais chamava a atenção era a versatilidade dos músicos, que transitavam entre vários instrumentos, experimentando. A noite teve também covers de Grizzly Bear, Rodrigo Amarante e Dorival Caymmi. Um prato cheio para os fãs da banda, que cantavam todas as músicas empolgados, e também para a banda, já que tocar no Paiol era um desejo antigo.

A primeira noite de Baleia em Curitiba se tornou ainda mais especial quando, no meio do show, eles atenderam o pedido de uma fã de subir ao palco para declamar um poema para a namorada e trocar alianças de compromisso. Ao final do show, o que se enxergava era um público que recebeu mais do que esperava. Em frente ao Teatro Paiol, um rapaz de alpargatas estampadas chegou a puxar assunto com estranhos – algo que nós, curitibanos, sabemos que não é nada comum na cidade – para rasgar elogios à Baleia e à banda de abertura, Simonami.

Apesar de estarem focados na divulgação do primeiro disco, a Baleia já está pensando no sucessor, que está em fase de pré-produção.