O filme é baseado na história de Joy Mangano, a mulher que criou a Mop Miracle: esfregões que não sujam as mãos e que podem ser lavados à maquina, práticos e seguros. A partir de uma necessidade ela criou uma solução.

Eu particularmente não gosto dos filmes do diretor David O. Russell, e não foi diferente no filme Joy. É uma história muito interessante, com muito potencial contada de uma forma ruim com atores que não combinam com o papel.

Joy é uma mulher com mais de 30 anos, divorciada, tem dois filhos e trabalha como balconista na empresa Eastern Airlines. Quando criança era muito inteligente e criativa, percebia as necessidades e criava produtos, isso se perdeu após o divórcio dos pais e a “ausência” da mãe. Dezessete anos depois ela se vê em uma vida difícil, pois toda a família depende emocionalmente dela. Em sua casa também mora sua mãe, sua avó, seu ex-marido e seu pai, além de seus filhos. Seu pai é um homem difícil que vive em em atrito com as pessoas. Sua mãe passa o dia todo deitada assistindo novelas como meio de fuga da realidade, deixando para Joy todo o trabalho da casa, além de criar problemas para Joy resolver. Uma pessoa com personalidade dependente, que se vitimiza e espera que os outros resolvam seus problemas. Apenas sua avó e sua melhor amiga, Jackie, a incentivam a correr atrás de seus sonhos e a se tornar uma mulher forte e bem sucedida.

Seu pai começa a namorar Trudy, uma viúva rica com alguma experiência de negócios. Joy cria modelos de um esfregão auto-torcido, constrói um protótipo com a ajuda dos funcionários da loja de seu pai e convence Trudy a investir no produto.

Depois de muitos desafios ela consegue realizar seu sonho. Joy sofreu com o divórcio dos pais, o que acontece com muitas pessoas. Nesse momento ela tinha dois caminhos: tomar as rédeas da família e de si mesma ou ficar triste e reclamar como a vida foi injusta e que “se os pais estivessem juntos ela seria melhor”. Todos nós passamos por dificuldades e temos essas duas escolhas: reclamar ou resolver. O grupo das pessoas que apenas reclamam está condenado ao fracasso. E o grupo das pessoas que resolvem problemas está destinado ao sucesso.  É simples.

Joy acreditou na sua ideia e a defendeu, não duvidou, não desanimou e não desistiu, isso fez com que ela alcançasse o sucesso.

Uma passagem bem interessante no filme, uma das melhores partes, foi quando ela corta seu cabelo. Segundo os visagistas, o cabelo de uma mulher diz muito sobre ela e que os cabelos chanel deixam a mulher mais controladora e independente. Percebeu-se claramente um empoderamento depois que ela cortou os cabelos.

O que podemos aprender com o filme:

  • Você precisa ter um objetivo na sua vida.
  • Você precisa acreditar completamente no potencial do seu produto.
  • Nunca desista da sua ideia por mais difícil que seja realizá-la.
  • Não tenha preguiça.
  • Nunca é tarde para começar.
  • Aprenda tudo o que puder das etapas pelas quais seu produto precisará passar.
  • Sua família pode ser sua pior inimiga.
  • Nunca acredite em pessoas medíocres.
  • Acredite no que as pessoas bem sucedidas falam sobre você.
  • Você não é responsável pelos problemas das pessoas da sua família.
  • Lembre-se do que você falava que iria ser quando crescesse.
  • As melhores ideias vêm das necessidades.
  • As vezes você precisa arriscar tudo o que tem, sair da zona de conforto para alcançar o sucesso.