Chegou aos cinemas hoje (24) A Torre Negra, adaptação cinematográfica da saga de livros homônima escritos por Stephen King. É considerada uma das maiores, se não a maior obra do autor e sua ida às telonas gerou grande furor nos amantes do estilo. Porém, apesar da história fantasiosa e grandes atores, acabamos por receber uma produção pra lá de decepcionante.

A trama do filme não é exatamente de acordo com o que foi mostrado nos livros, já que foi considerada muito “confusa” para a sétima arte. Aqui nos é apresentado o garoto Jake (Tom Taylor), que descobre a existência de um mundo paralelo. Lá existe a torre negra, que serve como proteção para que as trevas não tomem conta de tudo. Cabe ao Pistoleiro (Idris Alba) a proteção do local e para isso precisa enfrentar o maléfico Homem de Preto (Matthew McConaughey).

Se a sinopse pareceu um pouco confusa, se preocupe mais ainda ao saber que ela incrivelmente consegue apresentar toda a trama. O filme não vai a lugar algum durante a curta duração de 90 minutos. O que temos em cena é exatamente aquilo que todos já imaginam, desde ao desenrolar até o desfecho. A direção é do dinamarquês Nikolaj Arcel, que ajudou a montar o roteiro juntos de outros três roteiristas. Entretanto, não dá pra entender o que é que conseguiram fazer com a história existente em A Torre Negra.

É um longa totalmente dramatizado e arrastado, que não nos apresenta nenhuma base e apenas conta com a boa vontade do espectador. Existem dois personagens excelentes e toda a questão intrigante da torre, e só. Acharam melhor ter um garoto de protagonista e torcer para que o resto rendesse sozinho, infelizmente, não é bem assim.

O Pistoleiro aparenta ser um grande “herói” e tem postura para tal. Assim como o Homem de Preto aparenta ser um icônico e temido vilão. Do mesmo jeito que a torre aparenta ser muito poderosa e protegendo a terra de monstros. Tudo em A Torre Negra apenas aparenta e em nem um momento é posto em prática. Os atores fazem o possível para colocar emoção em cena, mas com um roteiro destes é bem difícil de se inspirar.

A Torre Negra contém bons efeitos, poucos momentos de ação, tem um plano fantasioso bem legal e ótimos personagens. Tudo isso faz do filme uma obra aceitável, mas que poderia ser grandiosa se soubessem explorar o que tinham em mãos. É uma grande mescla de resoluções pífias com encaminhamentos duvidosos. Ter medo de arriscar e ficar na zona de conforto leva qualquer filme à ruína, é aqui não é diferente; uma pena.

Nota: 3,5

Trailer – A Torre Negra