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Assim que a temporada de premiações teve início, possíveis títulos despontaram, entre favoritos e azarões; um se destacou. Sem a força de nomes como ‘A Forma da Água’, ‘The Post’, ‘O Destino de Uma Nação’ e outros. De uma hora para outra todas as atenções estavam voltadas a Três Anúncios Para Um Crime. E sem fazer muito alarde, tal longa outrora até mesmo “desprezado” começou a virar o jogo.

E desta forma, chegou nesta quinta (15) aos cinemas Três Anúncios Para Um Crime; o favoritíssimo ao Oscar. Conhecemos aqui Mildred Hayes, que teve a filha brutalmente assassinada e nunca viu o caso ser concluído. Revoltada, resolve alugar três outdoors em uma rua abandonada para provocar e chamar atenção ao descaso policial. A partir disso, a vida dos moradores desta pequena cidade é transformada; seja para o bem ou para mal.

Dirigido e escrito de forma brilhante por Martin McDonagh, e com atuações monstruosas de Frances McDormand, Woody Harrelson e Sam Rockwell, temos o tipo de obra chamativa e reflexiva que se encaixa muito bem em dias atuais.

Três Anúncios Para Um Crime faturou os grandes prêmios nas maiores premiações até aqui, incluindo os principais no Globo de Ouro e SAG (que funcionam quase como “termômetro” à Academia). Ao Oscar está indicado a sete estatuetas, ênfase para: Melhor Filme, Melhor Atriz, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Roteiro Original.

Os prêmios de atuação já são bem dizer certeiros para McDormand e Rockwell. São destaques absolutos numa produção recheada de pontos para se destacar, impossível não deixar levar pela carga emocional imposta por ambos. Já o páreo para roteiro já é mais duro, apesar do grande trabalho de encaminhamento exercido por McDonagh. Enquanto a categoria principal é sempre uma incógnita, Três Anúncios Para Um Crime se sobressai pela humanidade existente na obra.

Com uma excelência magistral na hora de guiar as tramas, sem facilitá-las e muito menos fazendo as cair no esperado. Todo um enredo envolvendo o ódio e raiva, angústia que nos toma e geralmente guia para caminhos impensados. Criando o questionamento de que seriam tais sentimentos necessários para uma possível transição/evolução e se existe forma correta de encará-los. A morte apenas funciona de apoio para questões maiores e é deixada de lado quando as emoções pessoais tomam conta.

Pode acabar não levando a estatueta máxima no Oscar, mas certamente Três Anúncios Para Um Crime é um dos melhores filmes no ano. Despertando o riso e choro em grandes sequências de drama e humor negro. Difícil não se emocionar de alguma forma com tal obra, brilhantemente guiada e executada para impactar de um jeito único cada espectador.

Trailer – Três Anúncios Para Um Crime