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Gustavo Santos Silva (ou Gustas, como é conhecido) é um publicitário paulistano de 24 anos. Descrevendo assim, nada o difere de um cidadão normal, mas é graças à sua iniciativa que as ruas de Curitiba vêm ganhando um novo destaque. Ele criou o Lixarte.

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Foto: Talissa Kojuman

O projeto tem como objetivo suprir o problema da falta de lixeiras em determinados pontos da cidade – e os latões de Gutas são grafitados.

A ideia surgiu durante uma tarde no MON (Museu Oscar Niemeyer), onde ele percebeu que diversas pessoas tomavam cervejas e jogavam as latas no chão, pois não havia destino apropriado para elas.

Confira a entrevista exclusiva com o artista:

Sua arte também tem muita crítica social. Você acredita que ela pode fazer com que as pessoas reflitam mais do que outros meios?

A transformação de um objeto comum a todos faz com que haja uma reinterpretação do mesmo, somando a informação que está pintada nele. Primeiro, chamo a atenção das pessoas para o latão. Depois, para uma mensagem. Quando retrato a pobreza, quero instigar uma reflexão sobre o fato de que o que vai para aquele lixo serve de sustento para outros, por exemplo.

Os três primeiros latões foram pegos num ferro velho por um amigo seu. E hoje, você tem outros fornecedores?

Tenho outros parceiros que trabalham com soluções ambientais, como o pessoal do REÚNO. Já fizemos algumas parcerias bem legais nos últimos tempos.

Seu trabalho está espalhado por parte de São Paulo e Curitiba. Você tem planos de levá-lo a outros locais?

Com certeza, curto muito viajar. E viajar para pintar em outro estado é ainda mais massa (risos). Queria ter um Lixarte em cada estado do país, pra aproveitar e conhecer o país todo.

Suas criações sofrem interferência de terceiros? 

Sim, isso é o legal de pintar na rua, estar aberto a receber ideias de pessoas que passam e comentam algo. O trabalho acaba ficando sempre mais rico, pois absorve informação do ambiente.

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Foto: Talissa Kojuman

Você tem novos projetos em mente? Tem algum detalhe desse ou de outros projetos que ainda não conhecemos?

Ah, sempre tento pensar em algo novo, mais como um exercício diário de renovação de técnicas e linguagem. Tenho algumas coisas em mente, mas preciso de mais tempo para planejar tudo e colocar em prática.