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Um dos maiores clássicos do terror, e que nos apresentou uma das figuras icônicas do gênero, ganhou uma conclusão nesta quinta (25). Halloween e seu Michael Myers foram precursores ao apresentar um serial-killer em meio de muita tensão originando o subgênero slasher. A obra-prima de John Carpenter ganhou o mundo e muitas continuações, agora é a hora de colocar um ponto final.

Desde 1978, ano em que Halloween – A Noite do Terror foi lançado, tal obra acabou tornando-se uma franquia. Originalmente acompanhamos um garoto matar sua própria irmã no dia 31 de outubro, utilizando uma faca de cozinha; que viria a ser sua marca registrada junto de uma inexpressiva máscara de borracha. Michael Myers acaba internado num hospital psiquiátrico e exatos 15 anos depois foge do local para iniciar uma onda de mortes que giram em torno da jovem Laurie Strode (Jamie Lee Curtis).

A partir disso, nove continuações apareceram, transformando Myers num matador ao estilo Jason; perdendo a linha de raciocínio inicial e culminando até mesmo numa refilmagem, mal sucedida também. Aqui temos enfim o aguardado final dessa saga, com um filme que funciona como sequência direta do clássico de 78; descartando assim toda a franquia criada após.

Jamie Lee Curtis retorna ao papel principal que marcou sua carreira, 40 anos depois e preparada para enfrentar novamente Michael Myers. As quatro décadas marcaram a vida da protagonista, que precisou passar em medo constante; afetando diretamente a relação com sua filha e neta, interpretadas respectivamente por Judy Greer e Andi Matichak. Um novo Dia das Bruxas se aproxima e com ele o medo do que a data pode trazer, ainda mais após a fuga do temido serial-killer cheio de vingança.

A direção é de David Gordon Green, que roteiriza ao lado de Danny McBride e Jeff Fradley; o trio é conhecido por filmes/séries de comédia e conquistou a posição por demonstrarem ser grandes fãs da obra, que será produzida pela queridinha do momento Blumhouse. Ou seja, temos aqui uma conexão de épocas com um trabalho conjunto entre John Carpenter e Jason Blum; o mestre do terror nos anos 80 e o grande nome na produção nos anos recentes.

Halloween vai muito além de uma “simples” continuação, tornando-se uma incrível homenagem ao produto original; com diversas passagens remetendo ao longa de 78 e um reaproveitamento preciso de táticas funcionais, tudo  numa roupagem renovada/aprimorada. É um aprimoramento do que já era clássico, um frescor ao subgênero slasher e uma verdadeira obra terrífica; abusando dos elementos que tanto nos fazem temer e com mortes realistas, artimanhas pouco usadas há 40 anos.

Tudo está de volta de forma ampliada, ou seja, Michael Myers e toda sua brutalidade assassina junto da famosa trilha sonora estão presentes. É um exemplar fascinante e necessário ao terror, Halloween demonstra como não há essência perdida que não possa ser salva; trabalho bem feito e digno de respeito.

Trailer – Halloween