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Um trabalho sobre a ilusão, conjugando a energia e a poesia, ficção e proeza técnica, “hip-hop” e circo, essa é em resumo a proposta do espetáculo PIXEL que chega a Curitiba na próxima quinta-feira, dia 10, às 21 horas, no Teatro Guaíra. Pela primeira vez no Brasil, a Compagnie Käfig, vem com 11 bailarinos que apresentam a união de coreografias ousadas com impressionantes projeções digitais, criadas por Adrien Mondot e Claire Bardainne. No palco eles evoluem em um ambiente de sonho, na fronteira entre o virtual e a realidade. Os ingressos estão esgotados.

Em PIXEL, a pesquisa sofisticada de Claire Bardainne e Adrien Mondot dão vida ao mundo digital de uma maneira artesanal e com extrema sensibilidade. Bailarinos e imagens são unidos no palco – a tecnologia do digital colocando o homem como centro das imagens, dando ao público a sensação de não saber mais distinguir o que é a realidade do que é o mundo virtual. O diretor artístico Mourad Merzouki une a dança ao delírio das imagens, expandindo a linguagem do “hip-hop” para um cruzamento de múltiplas disciplinas: circo, artes marciais, artes plásticas e dança contemporânea, sem perder de vista as raízes de sua dança, suas origens sociais e geográficas.

O diretor Mourad Merzouki explica que estamos constantemente expostos a imagens, vídeos e mídias digitais.

“Telas estão por todos os lugares. Alguém só precisa andar pelas ruas das grandes capitais de alguns países para imaginar o que será a cidade do futuro: uma grande exposição de imagens, que agora fazem parte da nossa vida cotidiana”.

Merzouki lembra que o projeto Pixel nasceu quando conheceu Adrien Mondot e Claire Bardainne e do fascínio que sentiu naquele momento: “era como se eu não fosse capaz de perceber a diferença entre os mundos real e virtual. Rapidamente decidi tentar uma nova associação usando essas novas tecnologias no mundo da dança”.

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Ele conta ainda que a primeira experiência misturando dança e vídeos interativos foi de tirar o fôlego para os artistas que faziam parte do projeto. “Com a mesma curiosidade e mente aberta que me inspira, enfrentei, durante essa nova aventura, um mundo impalpável criado pela projeção de luz desenvolvida por Adrien M / Claire B Company. O desafio de fazer os dois mundos interagirem um com o outro e o de encontrar um equilíbrio sutil entre as duas técnicas, para que a dança e as representações abstratas, interajam sem que uma delas fique em vantagem sobre a outra, fez com que eu me desestabilizasse novamente com a forma através da qual abordo o gesto. Sigo essa busca pelo movimento, que continuo a desenvolver e aprimorar em cada uma das minhas criações, com novas restrições e novos parceiros de ‘jogo’”.

Ele complementa dizendo que além das projeções de vídeo, queria que a música de Armand Amar casasse em perfeita colaboração com a coreografia e as imagens, como “um convite caloroso para viajar”. Acompanhando os artistas, sua música revela a energia, bem como a poesia que se encontra no corpo do dançarino. “Esses novos caminhos de descoberta me permitiram trabalhar sobre essa prorrogação da realidade e enfrentar um mundo sintético, o que é estranho para um coreógrafo que se alimenta de corpos e material. Habitamos a dança em um espaço onde o corpo só enfrenta sonhos, desenvolvendo gestos em paisagens que se movem. Eu queria abrir o caminho no qual o mundo sintético da projeção digital interage com a realidade do dançarino”.

De fato o resultado final mostra que cada artista tem uma brincadeira imersa em um mundo desconhecido. “E´como uma mente que compartilha a energia e o virtuosismo do ‘hip-hop’, misturando poesia e sonhos, para criar um show no cruzamento das artes.”, finaliza.

Com apresentação da SulAmérica, patrocínio da Halliburton/ Accenture e apoio da Fundação BNP Paribas, o espetáculo integra o Circuito SulAmérica de Música e Movimento, programa de fomento da seguradora SulAmérica que investe em ações para o desenvolvimento social e cultural por meio da arte, música e dança, trazendo uma agenda diversificada durante o ano todo nas diversas regiões do país.

Serviço – Pixel em Curitiba

Quando: 10 de novembro de 2016 (quinta-feira)

Onde: Teatro Guaíra (Praça Sanots Andrade, s/nº)

Horário: 21h

Ingressos: esgotados

Fotos: Patryck Berger