O proselitismo político já deu pra bola, ora são os de lá, ora os de cá. Houve um tempo que todo mundo que não estava do lado de lá, estava do de cá, principalmente os músicos.

Não lutavam por tucanos ou petistas, lutavam por liberdade. Muito bem, com a democracia a liberdade vem a reboque, não é mais preciso batalhar por ela. Pois bem, se os músicos continuassem do lado de cá talvez fosse mais interessante. Qual é o lado de cá? É o lado dos oposicionistas, não como Marina no primeiro turno que batia no PT e no PSDB ou como Aécio que propõe a mudança em seu programa de governo. O lado de cá é a oposição a isso, que não é nem MDB, muito menos ARENA.

Sem saudosismo burro, as décadas de 1960, 1970 e 1980 assistiram uma ditadura, não tem como ser bom um tempo deste, mas o apostolado do Julinho da Adelaide que chamava o ladrão é mais interessante que ver um artista num programa de televisão partidário. Quem assistia o sol nas bancas de revista também. Isto pra não dizer que não falei das flores.

Pela volta dos músicos de oposição, pela volta das canções que faziam oposição à oposição.