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No início de 2009, Michael Jackson preparava sua tour intitulada This is It. Ela marcaria a volta de Michael aos palcos 12 anos após o encerramento da HIStory World Tour e seria o ato final da carreira de MJ – mas que nunca se concretizou. 18 dias antes do primeiro show da This is It Tour, Michael Jackson faleceu. O que está documentado no filme homônimo dirigido por Kenny Ortega (2009) são os ensaios do Rei do Pop do que seria esse grande show.

Quem nasceu após a virada do milênio só teve oportunidade de conferir Michael nos palcos por meio de seus DVDs, e isso pode nos levar a pensar que seu legado está condenado ao esquecimento. Um engano que pode ser refutado com apenas uma foto:

foto: Lening Abdala

No último sábado (5), o Teatro Guaíra teve lotação máxima para acompanhar o espetáculo de Rodrigo Teaser: Tributo ao Rei do Pop – um show de quase duas horas de duração que trouxe um apanhado das melhores performances já feitas por Michael no palco. Em uma apresentação que misturou elementos e canções das turnês BadDangerous, HIStory e This is It (esta presente principalmente nas referências visuais do telão), Rodrigo mostrou ao público curitibano o motivo de ser considerado o melhor cover de Michael Jackson da América Latina.

A construção do show de Rodrigo é similar a de Michael. A primeira canção apresentada foi Wanna Be Startin’ Somethin’, o quarto single do álbum Thriller, seguida por Jam, de Dangerous. Assim como MJ, Rodrigo trocou de figurino de acordo com as canções, reproduzindo e referenciando a videografia do cantor. O telão também era parte fundamental do show, anunciando quais seriam as próximas performances e situando o público na narrativa proposta pelo artista.

Em Love Never Felt So Good – canção engavetada por MJ e que foi lançada em seu álbum póstumo Xscape -, Rodrigo relembrou o motivo da reunião de todas aquelas pessoas: a celebração da música de Michael, um artista que dedicou sua vida ao amor. Ainda na primeira estrofe da canção, o palco foi tomado por crianças de todas as idades caracterizadas com peças do figurino de Michael. A ação parece ter sido espontânea e aconteceu de forma orgânica, uma vez que, conforme a música avançava, mais e mais pais levavam seus filhos para subir ao palco. Ao lado do cantor, as crianças pulavam e reproduziam os passos do rei, mostrando que o legado de Michael está protegido do tempo.

foto: Lening Abdala

Ainda durante o show, Rodrigo anunciou que aquela apresentação era muito especial para sua carreira. Meses antes ele havia sido contatado por um cineasta norte-americano que se interessou pela história do artista e que estava disposto a gravar um documentário sobre sua trajetória. E aquele tinha sido o show escolhido por Rodrigo para estrelar seu documentário – e a escolha parece ter sido certeira. O público surpreendeu o artista em Billie Jean: fãs distribuíram glow sticks para todos levantarem durante a canção. O resultado foi um mar de luzes coloridas que se agitavam enquanto no palco Rodrigo realizava um dos passos mais famosos de Michael, o moonwalk.

O Tributo ao Rei do Pop teve fim com Man In The Mirror, uma canção emocionante que dispensa todos os elementos espetaculares antes apresentados. Assim como Michael fazia, Rodrigo tomou o palco sozinho, munido apenas de seu microfone. Naquele último momento seu como Michael no palco, era menos sobre a coreografia e seu cover, e mais sobre a mensagem da canção.