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Com cenas de ação do início ao fim, estreia nessa quinta (15) o longa Tomb Raider – A Origem, reboot que conta como Lara Croft, a independente filha de um aventureiro excêntrico que desapareceu anos antes, acaba seguindo os passos do pai e embarcando em uma viagem cheia de mistérios e perigos. Com a esperança de resolver o mistério do desaparecimento de seu pai, Lara embarca para seu último destino conhecido – um túmulo lendário em uma ilha mítica que pode estar em algum lugar da costa do Japão.

Desde o jogo de estreia da arqueóloga britânica (lançado em 1996), Tomb Raider vêm acompanhando as inúmeras mudanças tecnológicas do mundo dos games, produzindo até agora um total de 19 títulos (deixando de lado as versões para plataformas portáteis). Alguns fizeram mais sucesso que outros, mas no mundo dos games é consenso a importância da exploradora de tumbas.

No cinema, Angelina Jolie interpretou a heroína em Lara Croft: Tomb Raider (2001) e Lara Croft: Tomb Raider – A origem da vida (2003). O novo filme tem a vencedora do Oscar Alicia Vikander no papel da protagonista e conta ainda com Dominic West e Walton Goggins no elenco.

Apesar de ter sido bastante esperado pelo público dos games, o longa funciona bem para quem não costuma jogar e mesmo para os que nunca ouviram falar de Lara ou de suas tumbas. Quem viu os primeiros filmes pode questionar a história sem ligação com as anteriores, uma vez que no reboot a narrativa tem referência nos novos jogos da série, que recriaram não apenas o formato e modo de jogo, mas também a história de Lara.

Criticada por alguns, a escolha de Alicia Vikander se mostrou a decisão mais acertada do filme. Ela consegue imprimir bem as características da nova Lara, que junto com a coragem e habilidades físicas, tem medos, inseguranças e pequenas derrotas.

Os produtores parecem ter feito a escolha lógica de agradar mais ao grande público do que aos fãs do jogo, entretanto, é possível que essa seja a melhor adaptação de game (não apenas da série Tomb Raider) já feita para o cinema. Algumas questões permanecem sem resposta no final do filme, porém, como nos jogos, é preciso aguardar o próximo título para continuar a campanha.

Tomb Raider: A Origem não parece ter a pretensão de se tornar um marco na história do cinema ou levantar questões profundas e reais. É o famoso entretenimento para toda a família. Seja para um gamer de carteirinha ou alguém que apenas deseja ver um bom filme, vale a espera e vale o ingresso.