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Os grandes estúdios de animação já manjaram que o gênero não é mais uma exclusividade do público infantil, longe disso; tanto a trama em si quanto a famosa ‘moral da história’ já prezam um desenvolvimento mais adulto por assim dizer. São animações fofinhas com uma grande mensagem a passar, “educando” os menores e agradando os maiores; e é exatamente isso que acontece em PéPequeno, mais nova obra no estilo que estreia nesta quinta (27).

PéPequeno parte do princípio da desconstrução de algo para então construir o enredo apresentado. Que quase todo mundo conhece a lenda do Pé-Grande, isso é certo; mas já era hora de conhecermos outra versão. Dessa vez narrada pela própria criatura e tendo nós humanos (humano não, PéPequeno) como “monstros”. E é nessa linhagem que segue a mais nova animação desenvolvida pela Warner, estúdio que vem tendo grande sucesso recente no gênero. Eles são responsáveis pelos geniais filmes LEGO e o recente ‘Cegonhas – A História que Não te Contaram’, que possuem a mesma pegada existente aqui.

A animação é dirigida/roteirizada por Karey Kirkpatrick, responsável pela direção de ‘Os Sem-Floresta’ e roteiro de ‘A Fuga das Galinhas’ e ‘James e o Pêssego Gigante’. A trama foi adaptada por Sergio Pablos, criador dos personagens e da franquia ‘Meu Malvado Favorito’, tendo como base seu livro ‘Yeti Tracks’.

Acompanhamos então uma colônia de Yetis (nome do Abominável Homem das Neves), que não acreditam na existência do homem. Lá a tal lenda é chamada pelo nome que intitula o longa e proporciona medo em todos os seres peludos. Menos para Migo, que decide ir atrás da verdade e provar para todos a existência do PéPequeno. Graças a tal desenrolar de mito ou verdade, crenças, regras e imposições que o filme se destaca; sabendo utilizar de forma única e bem metafórica tudo isso para trazer um grande ensinamento a todos.

Bem didático, PéPequeno enche a mente do espectador de reflexões e o faz raciocinar sobre muitas coisas existentes atualmente; partindo de uma premissa até mesmo bem simples e infantilizada, o debate rola solto sobre a necessidade de obter respostas. A interação entre homem e monstro é excelente, rendendo bons momentos; por outro lado o excesso de músicas acaba desgastando a experiência. Nada que tire o brilhantismo final desta obra, profunda e precisa; sem perder a essência infantil que tanto nos agrada.

Trailer – PéPequeno