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Nessa nova mania hollywoodiana de adaptações em formato live-action não é só a Disney que se arrisca tentando a sorte. Recebemos nesta quinta (22) uma produção da Sony seguindo essa mesma linhagem de levar animações ao mundo “real”. E podemos dizer com toda certeza que o estúdio acertou em cheio a mão com Pedro Coelho.

A trama é baseada no livro infantil A História de Pedro Coelho, escrito pela britânica Beatrix Potter em 1902. Conhecemos aqui uma família de coelhos um tanto travessos, que adoram roubar uma horta em busca de alimentos. Apesar das diferenças de encaminhamentos do conto para este filme que chegou um século depois, a estrutura segue bem semelhante.

São ao todo cinco coelhinhos, em um trabalho fenomenal de computação gráfica (tanto deles quanto dos outros animais que volta e meia dão as caras). Junto deles o protagonismo cabe à fofíssima Bea, interpretada por Rose Byrne. Enquanto o antagonismo é dividido em duas partes: primeiramente com o velho Sr. Severino (um irreconhecível Sam Neill), dono da tal horta, e logo depois com seu sobrinho Thomas (um escrachado Domhnall Gleeson). Lembrando que na versão nacional do filme a banda Rouge está na trilha sonora, confira aqui.

Pedro Coelho tem direção de Will Gluck, conhecido pelo seu trabalho em ‘Amizade Colorida’ e ‘A Mentira; ao lado dele no roteiro adaptado à obra oficial está Rob Lieber, unicamente de ‘Alexandre e o Dia Terrível…’. Ou seja, uma dupla afiada no humor e com bom precedentes pro lado adulto e infantil. Tendo em mãos uma obra tão carismática quanto e excelentes componentes auxiliando no conjunto, só poderia resultar num produto qualificado.

E é o que acontece, Pedro Coelho funciona bem demais para todas as faixas etárias possíveis, tornando-se o perfeito exemplo de um filme família. Uma curiosidade é que lá em 1938, logo após o sucesso de ‘A Branca de Neve’, a própria Disney não conseguiu adquirir os direitos deste conto. Agora precisará apreciar o sucesso desta trupe de coelhos, que se mostram preparados para assumir o posto de uma das melhores produções live-action feitas até aqui.

Difícil recordar de um trabalho tão bem feito de CGI na interação com atores reais, tudo é muito realista e fidedigno. Com uma boa mescla entre comédia/aventura e até mesmo romance/drama; o longa tem um ritmo excelente e rápido, por vezes com caminhos mais infantilizados que podem desconcentrar adultos e também contendo boas tiradas adultas que passarão despercebidas por crianças. É impossível não se encantar pelo genioso Pedro Coelho e suas artimanhas, na mesma medida que tudo encanta por extrema fofura. Uma grandiosa opção para aproveitar (coincidentemente ou não) o clima de Páscoa, seja em família ou do modo que preferir.

Trailer – Pedro Coelho