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Estreou aos cinemas nesta quinta (13) O Predador, mais novo filme do monstro caçador alienígena. Eternizado em 1987 ao rivalizar com Arnold Schwarzenegger em meio de um clima tenso na selva, a criatura volta e meia dá as caras nas telonas; um desgaste desnecessário tendo em vista a falta de capricho para com a trama do personagem.

A obra funciona com uma tentativa de reboot (reinicialização) da franquia, que conta agora com seis obras desconexas; e apresenta desta vez uma nova ambientação feita para maiores de idade, cheia de humor adulto e sangue visceral no lugar da tensão já conhecida. Temos em O Predador, o personagem-título chegando na Terra e precisando encarar não só humanos como também uma raça avançada; em meio da disputa entre um grupo de soldados loucos, uma criança brilhante e cientistas em busca de poder. Bastante confuso não é, e como se não bastasse o enredo confuso, todo o encaminhar se mostra mais sem-noção ainda.

Este novo longa dirigido por Shane Black e com roteiro de Fred Dekker, sofreu muito durante sua produção, foram várias as problemáticas que ocorram envolvendo principalmente conflito de interesses; chegando ao ponto de quase ter sido cancelado. No fim saiu do papel e agora surgem as dúvidas de quão necessário é esse filme, já que fica claro em todas as escolhas a “zona” que tudo se tornou.

O elenco repleto de grandes nomes como Keegan-Michael Key, Sterling K. Brown, Olivia Munn, é protagonizado na essência por Jacob Tremblay e Boyd Holbrook. Podemos que Tremblay mantém a postura de garoto-prodígio de Hollywood e desempenha a melhor função, de resto ficou complicado; todos muito mal aproveitados e inseridos em plots suspeitos, cheios de passagens clichês e falta de vontade produtiva.

Escolher Black para comandar O Predador já mostra o risco que o Fox se dispôs a correr. Um diretor de pouco juízo e fascinado pelo estilo despojado de encaminhar suas obras, vide o falho ‘Homem de Ferro 3’. A vontade dele, junto ao fraco texto de Dekker, foi apenas dar uma nova roupagem e releitura ao personagem; sem se importar com o estrago que isso poderia causar, agindo com displicência na maioria das sequências.

O Predador é fraquíssimo e pouco consegue entreter, existe certo capricho interessante no visual/funcionalidades do “protagonista” e só. Porém, o excesso de humor nonsense não se encaixa e as cenas de ação servem apenas para esguichar sangue ou serem cortadas rapidamente em jogos de câmera imprecisos. Como se não bastasse a infelicidade que tudo se apresenta, ainda existe uma trilha sonora absurdamente alta e presente em quase todo filme; não cria emoção e atrapalha, tornando-se um alívio gigante nos momentos sem fundo sonoro.

Trailer – O Predador