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Produções envolvendo criaturas marinhas são bem dizer um gênero a parte no mundo da sétima arte. Rotineiramente somos “agraciados” com longas contendo tal temática e apresentando uma fera aquática violenta como protagonista. E nesta quinta (9) recebemos Megatubarão, um novo exemplar para manter tal tradição viva nos cinemas.

Megatubarão se vendeu como sendo um novo thriller de ação e suspense com Jason Statham no papel principal, naquela atuação típica “salvador da pátria”; mostrando uma equipe de observação subaquática que se depara com uma criatura gigantesca supostamente extinta e assim se desencadeia uma luta pela vida.

É uma obra coproduzida por chineses e estadunidenses, algo que vem se tornando comum atualmente; estratégia que funciona mais como marketing para alavancar a bilheteria nos dois maiores mercados consumidores da sétima arte. Isso acaba não afetando tanto na qualidade do filme, porém a necessidade de venda o deixou com classificação etária baixa; ou seja, sem mortes brutais e verdadeiros ataques de tubarão, o que foge das características usuais de títulos do gênero.

Sendo assim, Megatubarão acaba perdendo totalmente o foco ao tentar inserir os mais variados gêneros em sua trama. Em meio ao embate homem x animal é encontrado tempo para uma comédia fraquíssima, um romance sem lógica e todo um drama familiar pra comover o espectador. Um possível thriller de suspense aparece esporadicamente em raras passagens tensas envolvendo o personagem título; que acabam por se tornar uma ação “nonsense” para Statham brilhar.

De forma despretensiosa o filme consegue destaque nos encaminhamentos que certamente deveriam ter sido o centro da trama; se sai muito bem nos momentos aventurescos de exploração submersa, na qualidade gráfica dos animais e cenas envolvendo o megalodonte. Sem inovar e tampouco surpreender, Megatubarão não deixa muito a desejar e finaliza como um entretenimento interessante aos amantes do mundo oceânico.

Trailer – Megatubarão