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Círculo de Fogo chegava às telonas no ano de 2013, mais uma produção de Guillermo del Toro envolvendo monstros. Porém, em uma forma mais grandiosa e perigosa com criaturas enormes emergindo do mar para destruir o planeta. O único modo de derrotá-las foi criando robôs na mesma proporção, que controlados por humanos poderiam trazer salvação à humanidade.

Agradou e conquistou público, ou seja, suficiente para uma continuação ser confirmada e ela entrou em cartaz nesta quinta (22). São cinco anos separando uma obra de certa forma original, apesar da clara inspiração nos filmes monstruosos asiáticos, e uma sequência totalmente mal feita em todos sentidos intitulada Círculo de Fogo: A Revolta.

Temos Jake Pentecostes (John Boyega), piloto promissor de Jaeger (robôs) e filho do personagem de Idris Elba, protagonista em 2013. Seu pai deu a vida no primeiro longa para garantir a vitória da humanidade contra os Kaijus (monstros). Dez anos após os ataques, Jake se rebelou e abandonou sua formação para se tornar apenas preso ao submundo do crime. Quando novas ameaças surgem, é a hora dele ter uma última oportunidade para honrar o legado.

A demora para lançar tal produção se deu a vários fatores de entrave nos bastidores, talvez um sinal não respeitado. A obra se encaminhou sem o comando de del Toro, prestando aqui apenas consulta gráfica e tendo um espaço na produção. Entrou no seu lugar uma turma de iniciantes em Hollywood, e até mesmo na sétima arte como é o caso do diretor Steven S. DeKnight. Ao seu lado como roteiristas mais três nomes tão inexperientes quanto.

São mudanças muito bruscas e que certamente pesaram de forma absurda no desenrolar de Círculo de Fogo: A Revolta. Infelizmente, ganhamos um filme que não honra em nada a qualidade existente no antecessor, muito pelo contrário. É uma película fraquíssima, que parece não saber o que está fazendo em todos os encaminhamentos. Com uma carga dramática forçada, zero timing no humor, atuações rasas e uma tentativa frustrante de criar história aos personagens.

Existe uma grande salvação que é o visual dos robôs e monstros, perfeccionismo gráfico e execução de batalhas. Só que são utilizados de uma forma tão limitada e irracional, que não leva a nada. É tão pífio e patético em vários momentos, cheio de furos num roteiro pra lá de bagunçado. Sinceramente, Círculo de Fogo: A Revolta pode até conquistar um posto de entretenimento fácil por possuir robôs/monstros irados e afins; mas que é um filme terrível, isso não há duvida alguma.

Trailer – Círculo de Fogo: A Revolta