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Atenção, trouxas. Aconteceu algo de inusitado no mundo bruxo. Foi revelado que Lia Wyler, tradutora da saga Harry Potter para o português brasileiro, era, na verdade, uma bruxa. Sim. Ela tinha um cargo de confiança no Ministério de Magia e, devido ao seu excelente trabalho de disseminação da diversidade, pacificando o convívio de bruxos e bruxas no Brasil, recebeu a proposta de lecionar na Escola de Magia e Bruxaria localizada no Amazonas.

Manchetes do mundo inteiro dizem que ela morreu aos 84 anos, mas fontes confiáveis nos informaram que não passa de um estratagema midiático para não causar um alvoroço muito grande, já que as vagas por lá são limitadas e a fama de Lia fez com que se esgotassem em poucos minutos.

Luzes foram vistas pelo Brasil. Disfarçadas de luzes de Natal, varinhas foram levantadas em homenagem a uma mulher que, finalmente, alcançou seu sonho: o de ensinar em caráter profissional.

Não devia contar isso para ninguém, mas, disfarçada de Papai Noel, quando eu tinha dez anos, a encontrei. Ela me entregou um livro chamado Harry Potter e a Pedra Filosofal, bem surradinho, 1ª edição, aquela em que o nome de Draco era Drago.

Tenho certeza de que ela vai fazer muito mais por aí. Só não ficaremos sabendo porque, bem, somos trouxas.

Que tal uma poção polissuco para se transformar em Lia Wyler e entregar, neste Natal, um livro surrado a uma criança? Todos temos magia, só não sabemos bem como utilizá-la. E, pela leitura, espalharemos, em celebração, o legado de uma tradutora e tanto.

Nox!