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Vai ano, passa ano e a cada pouco nos deparamos com aquele que é “o melhor filme dos últimos tempos”. Comparações com clássicos do cinema e vários relatos que jogam as expectativas nas alturas, o gênero terror vive disto. O queridinho do momento é Hereditário, que vem acumulando boas críticas e supostamente aterrorizando espectadores.

O filme, que estreia nesta quinta (21) em solo brasileiro, é o primeiro trabalho de Ari Aster em longa-metragem; assumindo tanto a direção, quanto o roteiro. Considerado como a mais nova obra-prima do horror, Hereditário ganhou todos os holofotes após a aclamação no Festival de Sundance.

Estrelado por Toni Collette, conhecemos  aqui os Graham e todos seus problemas herdados seguidamente a morte da matriarca da família. Junto do falecimento, terríveis segredos familiares começam a ser desvendados acompanhados de uma força sobrenatural que paira sobre todos.

Sendo chamado de o novo ‘O Exorcista’ ou ‘O Iluminado’, é difícil não querer se atentar ao que o filme tem pra oferecer; independente de quão absurdas tais comparações sejam. Nos últimos meses recebemos outras obras que causaram tamanha euforia, seja no pós-apocalíptico ‘Um Lugar Silencioso’ ou no horrendo ‘It – A Coisa’; cada qual com suas qualidades e trazendo consigo alguma inovação.

E é aí que mora o grande ponto positivo de Hereditário, sua originalidade e fuga dos moldes padrões encontrados no terror. Nada de fracas atuações, trama irrisória e jumpscares para todo lado; o chamariz está em aspectos psicológicos, muita tensão e aquele ar sombrio que prometem incomodar todo o público. É um estilo que divide multidões, daqueles que esperam o terror clássico e daqueles que querem algo mais “cabeça”; o que indefere na sua avaliação de grandioso filme, certamente um dos melhores no que se propõe a fazer. Vai agradar todo mundo? Aí é outra história. O que é certo é que com grandes expectativas, vêm grandes decepções.

Trailer – Hereditário