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A CAIXA Cultural trouxe a Curitiba uma exposição inédita que faz um apanhado da trajetória de Cândido Portinari, um dos maiores nomes da arte brasileira. Aberta em 17 de janeiro, o período de permanência na Caixa Cultural completa 96 dias neste domingo. Em pouco mais de três meses, foi visitada por milhares de pessoas, com destaque para estudantes do ensino fundamental ao médio. Composta por esboços, desenhos e estudos que revelam o processo criativo do artista, a mostra também exibe oito esculturas de Sérgio Campos que apresentam a tridimensionalidade da obra de Portinari.

A mostra é uma oportunidade única para conhecer um acervo que pertencia a Portinari, do qual ele nunca se separou. “Para os olhares atentos, a exposição revela o momento exato em que acontecia a inspiração do artista para realizar as obras mais representativas da sua intensa e extraordinária carreira, tal como o primeiro estudo para os painéis ‘Guerra e Paz’; os desenhos de transporte para vários painéis célebres, como o ‘Café’; as maquetes de ‘São Francisco de Assis’ para a Igreja da Pampulha; o desenho preliminar da ‘Primeira Missa’; e estudos para painéis não executados, entre muitas outras atrações”, destaca o curador da mostra Luiz Fernando Dannemann.

Também chamam a atenção os quatro trabalhos realizados em 1955 – uma nova tomada da série “Retirantes” –, quando Portinari experimentava novas maneiras de pintar, a partir da proibição de utilizar tintas a óleo, já que as mesmas lhe provocavam envenenamento. Ao todo, a exposição reúne 30 estudos do pintor, muralista e desenhista que conquistou reconhecimento internacional retratando o cotidiano do país com suas mazelas sociais, num legado que possui atualidade surpreendente. A exposição se completa com oito esculturas criadas pelo artista plástico Sérgio Campos e que foram inspiradas em personagens de Portinari.

Esculturas recriam personagens de quadros

Na mostra, as esculturas de Sérgio Campos contracenam com as obras de Portinari. Campos finalizou o planejamento do próprio Portinari que desejava transformar suas figuras em esculturas. Curitiba recebe oito trabalhos, revelando uma tridimensionalidade da visão de Portinari. “Ele pretendia eternizar alguns de seus personagens em bronze. Como morreu prematuramente, aos 59 anos, não conseguiu concluir esse projeto. Então, Sérgio Campos, membro da família do pintor, decidiu finalizar a ideia e criou esculturas fidedignas em cada detalhe”, explica o curador Luiz Fernando Dannemann.

Cândido Portinari

O artista nasceu em 30 de dezembro de 1903, em Brodowski, no interior de São Paulo. Filho de imigrantes italianos, teve uma infância humilde e recebeu apenas a instrução primária. Desde criança manifestou sua vocação artística, começando a pintar aos nove anos. Estudou na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro e visitou países como a França e a Itália, onde concluiu os estudos. Em 1935, recebeu, em Nova Iork, um prêmio por sua obra “Café”, que o projetou para o mundo. Faleceu em 1962, tendo como causa aparente uma intoxicação causada por produtos químicos presentes nas tintas.

Sérgio Campos

Desenhista, pintor e escultor, é formado pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Desenvolveu uma técnica para a elaboração de esculturas em aço e cobre e executou monumentos públicos de grande porte. Estudou pintura mural e escultura em bronze com o italiano Franco Cerri. Seus desenhos têm forte identidade com os personagens de Portinari.

Serviço – Portinari – A construção de uma obra

Quando: até 22 de abril de 2018

Onde: CAIXA Cultural Curitiba (Rua Conselheiro Laurindo, 280)

Horário: quinta a sábado, das 10h às 20h, e domingo, das 10h às 19h

Quanto: Entrada gratuita

Informações: (41) 2118-5111