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A partir desta quinta-feira (17) o público do herói mais zueiro da Marvel vai poder conferir a sequência de seu filme solo. A estreia de Deadpool 2 é uma das mais aguardadas do ano e quem está ansioso com certeza não vai se decepcionar.

A receita que funcionou tão bem no primeiro filme, que misturou em uma bacia de sarcasmo e humor +18, ingredientes como boas atuações, romance despretensioso, grandes cenas de ação e muito slow motion, volta com uma narrativa divertida e cheia de boas surpresas para fãs do “herói” das HQ’s.

Dessa vez, Deadpool – mais uma vez interpretado com grandiosidade por Ryan Reynolds – vai proteger o jovem mutante Russel (Julian Dennisson) de Cable (Josh Brolin), que veio do futuro para matar a criança. E como já era esperado, nessa missão sobra para todos os que cruzam o caminho do herói imortal. Na verdade, como a metalinguagem presente no primeiro filme está ainda mais forte nesse, sobra para os atores, para a Marvel e pasmem, até mesmo para a DC.

Possivelmente, o grande sucesso de Deadpool se deve ao fato de que diferentemente do que acontece com todos os outros filmes de heróis, se levar a sério demais não é um risco, já que Deadpool não se leva minimamente a sério – para nosso deleite.

Apesar de não fazer parte do MCU (pelo menos por enquanto), o filme mostra que o roteiro foi pensado de forma a se aproveitar dos acontecimentos de “Vingadores: Guerra Infinita” para despertar sentimentos em quem assiste. É preciso prestar atenção dos detalhes. Dizer mais do que isso seria spoiler e não trabalhamos com isso por aqui.

Quem gosta de HQ e acompanha a história de Deadpool e outros personagens da Marvel que não fazem parte do arco dos Vingadores no cinema vai poder se divertir com as referências soltas aleatoriamente no filme. Para alegria dos nerds, todo o longa presta uma bela homenagem à cultura pop.

Deadpool 2 não é um filme para a família (e aqui desminto o próprio herói), mas isso já está avisado e aceito desde o lançamento do primeiro filme. Talvez essa seja a grande vantagem de Deadpool em relação aos companheiros de estúdio como Guardiões da Galáxia, Thor e cia: não precisar dosar o nível da piada. Essa “liberdade poética”, por assim dizer, permite tratar de temas delicados aos dias atuais sem deixar de recorrer ao humor para isso.

Portanto, quem gostou do primeiro deve gostar ainda mais de Deadpool 2. Quem achou que Deadpool passou dos limites em 2016 deve evitar o seu retorno. Afinal, uma coisa é certa: ele só piorou (no pior dos sentidos).