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O Protetor“, que estreia nesta quinta-feira (25), era um dos filmes mais aguardados do ano. Explico: em 2002, o longa “Dia de Treinamento”, igualmente dirigido por Antoine Fuqua e protagonizado por Denzel Washington, rendeu um Óscar ao ator – e a expectativa era de que a nova parceria dos dois rendesse frutos ainda melhores. Mas não foi bem assim.

Na trama, Robert McCall (Denzel Washington) vive um sujeito discreto e solitário. Cheio de manias, ele trabalha em um material de construção e todas as noites frequenta o mesmo café, levando clássicos da literatura consigo. Entre eles, “O Velho e o Mar”, de Ernest Hemingway.

Certo dia, Alina (Chloë Grace Moritz), uma jovem prostituta russa que sempre está no balcão do café, inicia uma conversa com ele. Os dois saem do estabelecimento e, no meio do caminho, ela é abordada por seu cafetão, que a agride. A partir daí, a história instigante e misteriosa de Fuqua vira um banho de sangue.

McCall é um justiceiro. Vinga a menina e acaba se enrolando com mafiosos. Finaliza lutas impossíveis em segundos, mantendo a pose humilde. Suas performances são filmadas de todos os ângulos possíveis, esgotam-se os planos. Tem até cena na chuva.

Pontos fortes

Denzel Washington é um excelente ator, como bem sabemos. Chloë Grace Moritz aparece pouco, mas também é interessante vê-la contracenando com gente grande depois de ela protagonizar “Se Eu Ficar”, romance adolescente que está nos cinemas. Não que a performance dela seja impressionante, mas em todo caso…

Pontos fracos

A narrativa é iniciada com muito potencial, depois é subvertida. Os laços construídos no começo com Alina não evoluem. Ao tentar mitificar Washington, Fuqua força a barra e sua obsessão pelo ator fica clara. Nem só de grandes atores se fazem grandes filmes. Para finalizar, há mistérios que não são resolvidos: quem é McCall? Por que ele foi abandonado pela mulher? O problema é que não se sai do cinema realmente curioso.

Nota: 7,6

Trailer – O Protetor