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Estreou nesta quinta (1) nos cinemas uma produção cinebiográfica que promete encantar muitos amantes do rock, e demais gêneros musicais. Trata-se de Bohemian Rhapsody, filme que narra a vida e trajetória de Freddie Mercury e, assim sendo, da banda Queen.

A obra conta com os maiores clássicos do grupo na trilha sonora, fator que já é suficiente pra motivar qualquer um; músicas que marcaram e ainda marcam gerações, agora acompanhadas de todo um background histórico e narrativo. Temos aqui então um trabalho fiel aos nomes que estão cravados na história, uma banda e artistas atemporais; que enfim recebem uma representação cinematográfica.

Bohemian Rhapsody é uma celebração exuberante do Queen, sua música e seu extraordinário cantor principal Freddie Mercury, que desafiou estereótipos e quebrou convenções para se tornar um dos artistas mais amados do planeta. O filme mostra o sucesso meteórico da banda através de suas canções icônicas e som revolucionário, a quase implosão quando o estilo de vida de Mercury sai do controle e o reencontro triunfal na véspera do Live Aid. Durante esse processo, foi consolidado o legado da banda que sempre foi mais como uma família, e que continua a inspirar desajustados, sonhadores e amantes de música até os dias de hoje.

A direção foi em grande parte de Bryan Singer (‘X-Men’), sendo responsável por conduzir todo o projeto bem dizer; mas por variadas divergências e problemas, acabou perdendo o posto no período de pós-produção para Dexter Fletcher (‘Voando Alto’). Não foi a única troca e problemática do longa em seu processo de desenvolvimento, o papel principal também mudou; saiu de Sacha Baron Cohen e caiu para Rami Malek a tarefa de ser Freddie, troca que se mostra acertada. Já o roteiro foi todo escrito por Anthony McCarten (‘Teoria de Tudo’), responsável talvez pelo maior agravante do longa: a trama rasa e muito tranquila, para uma história que certamente é menos “linda e agradável” do que foi apresentado.

Num conjunto da obra, Bohemian Rhapsody é um filme incrível e que certamente funcionará bem aos fãs; com grandes atuações, interpretações musicais e ambientação. No mais, faltou aprofundamento para aqueles que esperam uma possível abordagem incisiva; tudo é muito bonitinho e funcional, escancarando o teor de homenagem que o longa possui.

Trailer – Bohemian Rhapsody