Afinal, vale a pena assistir ao documentário do Los Hermanos?

los-hermanos-documentario-curitiba

Desde que foi anunciado o lançamento de “Esse é só o começo do fim da nossa vida”, o tal documentário sobre a turnê que o Los Hermanos fez em 2012, fiquei bastante curiosa. Primeiro, porque os músicos são famosos por seu distanciamento da imprensa, o que torna um material sobre os bastidores de seus espetáculos mais interessante. Depois, ele é dirigido por Maria Ribeiro, cujo trabalho como atriz conhecemos bem.

Saiba qual sala de cinema exibe o documentário e como adquirir seu ingresso.

Ao conferir a estreia, fiquei com algumas sensações. A primeira coisa importante de se dizer é que “documentário” não é exatamente o melhor termo para definir o formato do audiovisual. Maria cursou jornalismo com os músicos. Mais tarde, virou fã de carteirinha da banda – e deixa isto evidente no projeto, que é uma junção de gravações feitas para quem conhece bem o Los Hermanos.

Se você sabe que o grupo está em hiato há alguns anos e faz reuniões eventuais, perfeito. Se você está a par do histórico de perrengues com gravadoras que os músicos têm no currículo, melhor ainda. Mas, se você desconhece tudo isto, melhor não ir ao cinema.

O longa não oferece qualquer contextualização prévia. A estrutura é pobre. Funciona como uma espécie de junção de gravações amadoras feitas em poucos momentos da turnê, com erros de continuidade e sincronia com o áudio. Diálogos aleatórios são intercalados com músicas e pouquíssimas entrevistas. No fim das contas, instiga mais do que entrega.

A vantagem é que os fãs têm a oportunidade de conhecer melhor as personalidades dos barbudos, colhendo informações entre um detalhe e outro. Também fica evidente o carinho que eles nutrem pelo que construíram. Dá pra matar a saudade. De resto, são só alguns marmanjos fazendo um som, fumando muito, falando palavrão, comendo bisteca de porco e tomando Stella Artois.

Por Jessica Carvalho
15/05/2015 01h18