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Na próxima terça-feira, 22 de janeiro, saberemos quem são os indicados ao Oscar 2019, que chegará à sua 91ª Cerimônia, no dia 24 de fevereiro. A especulação está correndo solta e alguns críticos já começam a arriscar apostas para a tão esperada lista, porém, com as mudanças pelas quais a Academia tem passado, é cada vez mais difícil acertar quais serão os filmes contemplados.

Mas para começar o aquecimento para esse evento tão importante, listamos aqui algumas músicas que foram – na opinião desta autora – injustiçadas no decorrer da história do Oscar. Confira:

The Bare Necessities – Mogli: O Menino Lobo (1967)

No ano em que “Talk to The Animals”, de “O Fabuloso Doutor Dolittle” levou a estatueta, a música eternizada na voz do urso Balu também concorria ao prêmio. Nem precisamos falar sobre o sucesso do filme (último diretamente supervisionado por Walt Disney, que morreu antes do longa ser concluído e lançado) e da canção composta por Terry Gilkyson. A cena que conta com a canção era uma das mais esperadas pelo público no live-action lançado em 2016, mas a música nem chegou a ser indicada ao Oscar, o que dessa vez, foi justo, já que a concorrência era brilhante nesse ano.

New York, New York – New York, New York (1977)

É inacreditável que a música que se tornou praticamente uma ode à cidade de Nova York, gravada depois por ninguém menos que Frank Sinatra e Liza Minnelli, não tenha sequer sido indicada ao Oscar, que deu o prêmio para a melosa “You Light Up My Life”, de “Luz da Minha Vida”.

Footloose – Footloose: Ritmo muito louco (1984)

Aqui é preciso dizer que a escolha realmente era dificílima. A vencedora “I Just Called to Say I Love You”(Stevie Wonder), de “A Dama de Vermelho”, é uma canção que também se tornou um marco da história do cinema e da música, porém, “Footloose” foi a canção que saiu do cinema para embalar as festas de toda uma geração de jovens. Para deixar tudo ainda mais complicado, a icônica “Ghostbusters”, de “Os Caça Fantasmas”, também estava concorrendo. Quase dá para perdoar a Academia.

You’ve got a friend in me – Toy Story (1995)

Quem levou foi “Color of the Wind”, de “Pocahontas”. Embora sejamos entusiastas dos filmes Disney, a principal música de “Toy Story” merecia ter levado a estatueta para casa naquele ano. Afinal, essa é a música que traz a principal mensagem da história que tem nos emocionado por anos. Uma pena não ter levado.

May It Be – O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001)

Embora tenha saído com quatro estatuetas, o filme acabou perdendo o prêmio de melhor canção original para “If I didn’t Have You”, de “Monsters S/A”. Concordamos que essa também é uma música importante para o cinema, mas é incomparável a forma como a música de Enya conseguiu ser parte da narrativa de “O Senhor dos Anéis”.

I See the Light – Enrolados (2010)

Se o primeiro “Toy Story” foi injustiçado lá atrás, aqui levou o prêmio que poderia ter sido da canção de Alan Menken. Sua música parece ser mais importante em “Enrolados” do que foi “We Belong Together”, de “Toy Story 3”.

Til It Happens To You – The Hunting Ground (2015)

Essa é uma das mais marcantes injustiças do Oscar. A música de Lady Gaga não apenas era musicalmente melhor que a vencedora “Writing on The Wall”, de “007 contra Spectre”, como tinha uma importante mensagem sobre sobrevivência de pessoas vítimas de abuso sexual, sendo uma espécie de autobiografia da própria Gaga. O prêmio dado a Sam Smith pareceu completamente absurdo.

Mighty River – Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi (2017)

Dói um pouco colocar essa canção na lista, já que para que ela ganhasse, teríamos que tirar o prêmio de “Remember me”, de “Viva: A Vida é Uma Festa”. Mas a verdade é que a música interpretada por Mary J. Blige é poderosíssima e pode ter sido preterida por causa da “resistência” da academia às produções de serviços de streaming.

Sabemos que a escolha de melhor canção original pode ser bastante subjetiva e baseada no gosto pessoal de quem escolhe, mas há casos que a injustiça é inegável. Concorda com a lista ou colocaria outras músicas? Conta aí.